A história de O Mágico de Oz foi criada pelo escritor norte-americano L. Frank Baum e publicada em 1900. Diferente de muitos contos antigos, ela nasceu como uma aventura moderna, cheia de fantasia, amizade e descobertas; contudo, a versão popular preservou o encanto de uma menina levada por um vento extraordinário para uma terra desconhecida. Então, acompanhe Doroti por uma estrada onde cada passo guarda uma surpresa.
Era uma vez uma menina chamada Doroti, que vivia em uma pequena fazenda do Kansas com a tia Ema, o tio Henrique e seu cachorrinho Totó. A paisagem era simples, cercada por campos dourados; ainda assim, Doroti encontrava alegria em cada cantinho. Durante o dia, brincava com Totó e imaginava lugares distantes, tão coloridos quanto seus sonhos.
Certa tarde, porém, o vento começou a soprar com uma força assustadora. As nuvens se juntaram e as janelas tremeram. Assim que tia Ema e tio Henrique correram para o abrigo, Doroti tentou alcançá-los; contudo, não houve tempo. De repente, um redemoinho ergueu a casa, levando Doroti e Totó para o alto, enquanto a menina segurava o cachorrinho junto ao peito.
Depois de muito girar entre as nuvens, a casa pousou suavemente em uma terra desconhecida. Doroti abriu a porta e descobriu um lugar maravilhoso, coberto de flores, árvores brilhantes e casas coloridas. Ali era a terra de Oz. Além disso, havia quatro fadas: duas bondosas, no Norte e no Sul, e duas más, no Leste e no Oeste.
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Quando a casa caiu, atingiu a Fada Malvada do Leste, libertando o povo que ela mantinha escravizado. Logo depois, a Boa Fada do Norte apareceu. Ela agradeceu a Doroti, pois a chegada da menina havia devolvido a liberdade aos habitantes; então, explicou que somente o Mágico de Oz, na Cidade das Esmeraldas, poderia ajudá-la a voltar para casa. Antes de partir, ofereceu-lhe os sapatos encantados da fada derrotada e indicou a estrada de tijolos amarelos.
Doroti colocou Totó em uma cesta e seguiu pela estrada, entre o medo e a esperança. No caminho, encontrou um Espantalho preso a um poste. Assim que o libertou, ele contou que desejava ter um cérebro para pensar melhor; contudo, já demonstrava grande bondade e inteligência. Por isso, Doroti sorriu e disse:
— Venha conosco! O Mágico de Oz poderá lhe dar aquilo que você deseja.
Mais adiante, encontraram um Lenhador de Lata parado junto a uma árvore. A ferrugem havia prendido seus braços e pernas; então, Doroti usou óleo para ajudá-lo. O Lenhador explicou que sonhava possuir um coração, pois queria sentir amor e compaixão. Assim, juntou-se ao grupo.
Pouco depois, um rugido ecoou entre as árvores. Era um Leão enorme, que se escondia atrás dos arbustos, embora desejasse secretamente encontrar coragem. Doroti percebeu que ele não era cruel; portanto, convidou-o a seguir viagem. Unidos, os cinco amigos — Doroti, Totó, o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão — continuaram pela estrada dourada. Enfrentaram rios e uma floresta escura; além disso, ajudaram uns aos outros quando o caminho parecia impossível.
Finalmente, chegaram à Cidade das Esmeraldas, onde tudo brilhava. No castelo, foram recebidos pelo Mágico de Oz, que apareceu de formas diferentes para cada visitante: às vezes como uma grande cabeça, outras como uma bela dama ou uma criatura assustadora. Cada amigo contou seu desejo; contudo, o Mágico prometeu atendê-los somente se derrotassem a Fada Malvada do Oeste.
A jornada foi difícil, pois a fada enviou perigos. Ainda assim, Doroti não abandonou seus companheiros. Durante um momento de aflição, a Fada Malvada do Oeste tentou tomar os sapatos encantados; então, Doroti pegou um balde de água e o derramou sobre ela. Para surpresa de todos, a fada começou a encolher, enquanto gritava:
— Água! Que alívio… estou desaparecendo!
Pouco a pouco, ela ficou menor, menor e menor, até desaparecer completamente. O povo de Oz comemorou, e o Mágico revelou que era apenas um homem comum, embora usasse engenhosidade e palavras para parecer poderoso. Mesmo assim, concedeu ao Espantalho um símbolo de sabedoria, ao Lenhador de Lata um coração e ao Leão uma medalha de coragem. Doroti recebeu a orientação definitiva.
A Boa Fada do Sul explicou que os sapatos encantados poderiam levá-la para casa. Doroti abraçou os amigos, sentiu Totó junto aos pés e bateu os calcanhares três vezes; então, desejou voltar para a fazenda. Num instante, uma luz a envolveu. Quando abriu os olhos, estava novamente com tia Ema e tio Henrique. Doroti compreendeu que o lar se torna precioso quando o coração reconhece o caminho de volta.
Moral da História
A coragem não significa nunca sentir medo; significa continuar caminhando apesar dele. Além disso, a sabedoria, o amor e a força já vivem dentro de nós, esperando uma amizade sincera para despertar.
= FIM =
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